maandag 15 augustus 2011

QUANDO NAS RUAS NÃO HOUVEREM GENTES E AS GENTES NÃO HOUVEREM RUAS ANDA-SE NO CORTA-MATO

QUANDO NAS RUAS NÃO HOUVER CIGANOS

NEM ÁRABES NA PRAIA SEQUIOSA

NEM SEREIAS NO MAR, NEM UMA ROSA

SE DESFOLHAR NOS DEDOS DESHUMANOS


QUANDO OS VENTOS RUDES EM PASSOS VAGOS

DESTRUIREM NAS PRAÇAS ESTÁTUAS FALSAS

QUANDO O VENTO CORRER LAGES DESCALÇAS

E SORVENDO ESVAZIAR OS LARGOS LAGOS

QUANDO OS ANTIGOS JARDINS FICAREM DESNUDOS

E AS FLORESTAS NAS SERRAS AGRESTES

COMO AS GENTES QUE PERDEM AS VESTES

FICAREM SEM PÚRPURAS E VELUDOS

E QUANDO A SOMBRA DO EXÉRCITO PESADO

FIZER SEU ÚLTIMO E FATAL BAILADO

E AS NAUS PELA MARÉ SALGADA

SE AFUNDAREM COM OIRO VINHO E PÃO

E AS TURBAS NÃO TIVEREM ESTRADA

TUDO PORQUE DISSERAM QUE NÃO

NÃO CHAMEM POR MIM, QUE ESTAREI MORTO

Ó POVO QUE VOLTEIAS DE PORTO EM PORTO


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